Sobre a mamãe de muitos
Antes de ser mãe, esposa, dona de casa e blogueira.... eu sou a Daniella Finotti, mas pode me chamar de Dani. Tenho orgulho de ser mineira, nascida na charmosa Viçosa, onde passei minha infância na cidadezinha de Prata. Cresci livre, bem moleca mesmo, e adorava brincar na rua com os amigos da vizinhança. Aproveitei muito a minha infância!
 
Muito cedo, já aos 15 anos, saí da casa dos meus pais para estudar em Uberlandia e fui morar com os meus avós. Estudava e aproveitava para dar muito carinho para a minha avó! Logo terminei o segundo grau e em seguida fui fazer Agronomia em Lavras. Aprendi a ser independente, chorei e sorri muito nesse percurso e até participei de um projeto voluntário na Universidade Solidária, no sertão do RN, onde tive contato com muitas crianças na região. 
Logo que me formei, comecei a trabalhar na área, como engenheira agrônoma, ajudando a produzir alimentos. Foi nessa empresa que conheci o Edson, o amor da minha vida, meu companheiro que topa as minhas loucuras.
No começo do namoro uma das primeiras perguntas que fiz foi se ele gostaría de ser pai, sua resposta seria o que levaria ou não o namoro para frente. Ele já tinha dois meninos lindos e eu o via se dedicar muito – ele cozinhava, brincava, levava para passear e era super empenhado - pensei que “esse” seria o pai dos meus filhos. 
E a respostas está ai alguns anos de casamento e mais 5 filhos para conta.

 

Mãe, mas também mulher ! 
"Entre todos os direitos da mulher, nenhum é maior do que ser mãe" -  Lin Yutang  
Sou a mais velha de três irmãos - do Sr. Joao Luiz e da Dona Marcia, meus queridos pais - e também sou a mais velha de 22 primos. Por aí você já pode imaginar que ajudei a cuidar de muitos deles, né? Agora que consigo ver que alí que nascia o meu espírito materno.  Sempre tinha um quê com bebes, me lembro de querer segurar e dar colo toda hora. 

Algum tempo depois que comecei o relacionamento com o Edson já estávamos morando juntos e não demorou muito para querermos dar um irmãozinho para os meus enteados Tiago e Diogo. Como eu tinha dificuldade de ovular, nós procuramos ajuda em reprodução assistida e a melhor alternativa para o nosso caso foi a fertilização in vitro.

 

Tomamos a decisão de inserir dois embriões e o sucesso foi tão grande que tivemos trigêmeos – o embrião que deu origem à Carolina e a Isabela se dividiu e elas nasceram muito pequenininhas junto com o Joao Pedro, com 28 semanas. O inicio foi bem desafiador! Eles ficaram na UTI Neo Natal por um bom tempo e ao chegarem em casa tudo mudou, começamos a viver em função deles. Eram muitas mamadeiras, trocas de fraldras e noites acordados. O tempo foi passando e os cuidados do dia a dia diminuíam com o aumento da alegria que a maternidade proporciona. 

Cinco ano depois, precisamos decidir o que fazer com os embriões que ainda estavam congelados na clínica e isso mexeu muito comigo. Eu ainda queria vivenciar uma gestação, porque na dos trigêmeos foi muito difícil e passei muito tempo na cama em reposuo. Conversei muito com o meu marido sobre isso, por muito tempo, e decidimos engravidar novamente. Na terceira tentativa, eis que recebemos a maravilhosa notícia que os gêmeos estavam a caminho.

Hoje em dia moramos em Campinas com os nossos filhos, somos em dez em casa: eu, o Edson, as sete crianças e a babá. É uma alegria e bagunça que não acaba mais!